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Caso Mãe Bernadete: entenda como será o dia decisivo no julgamento

Quase três anos após o assassinato brutal da líder quilombola Mãe Bernadete, crime que chocou a Bahia e repercutiu em todo o país, o caso pode ter um desfecho nesta terça-feira, 14, com o segundo dia do julgamento dos acusados, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Após um primeiro dia marcado por depoimentos intensos, a expectativa é de que o veredito seja anunciado ainda hoje.

Saiba como vai funcionar o julgamento

De acordo com o promotor de Justiça Raimundo Moinhos, em entrevista ao portal A TARDE, a etapa de instrução foi concluída no primeiro dia, quando foram ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, além do interrogatório de um dos réus.

  • O Ministério Público apresenta suas alegações finais, com tempo de até 2 horas e 30 minutos;
  • Em seguida, a defesa tem o mesmo tempo para expor seus argumentos;
  • Caso necessário, pode haver réplica e tréplica, também com até 2 horas cada.

“Hoje é a finalização dos debates em plenário. É o momento em que acusação e defesa apresentam suas razões ao conselho de sentença”, explicou o promotor.

Com isso, a sessão pode se estender por até 9 ou 10 horas, a depender da utilização de todo o tempo pelas partes.

Condenação dos acusados

Ele reforçou ainda a confiança na condenação dos acusados, destacando que o conjunto de provas reunido ao longo da investigação é robusto e consistente.

“A prova produzida e o provador é contundente, não se baseia só em provas testemunhais, mas sim em provas periciais. Foram mais de 20 medidas cautelares solicitadas, requeridas ao juízo e toda prova inclina para a responsabilidade dos meus acusados de hoje”, afirmou.

Expectativa da família

Para o filho da vítima, Jurandir Wellington, o julgamento representa a chance de responsabilização por um crime que classificou como brutal.

“A expectativa é que se faça justiça. Minha mãe, uma senhora de 72 anos, foi assassinada de forma covarde”, disse.

Ele detalhou a violência do crime e cobrou punição exemplar. “Foram 25 tiros, sendo 12 no rosto e 13 no tórax. Espero que sejam condenados com a pena máxima por esse crime brutal”, afirmou.

Jurandir também criticou a linha adotada pela defesa após a confissão de um dos acusados. “Dizer que foi dar um susto em minha mãe? Esse susto foi 25 tiros, imagine se ele fosse com a intenção de matar, daria 50 ou 100 tiros então?”, questionou.

Acompanhamento internacional

A diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, acompanha o julgamento desde o primeiro dia e destacou o peso simbólico do caso.

FONTE JORNAL A TARDE

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