Entenda a ligação de Trump com Jeffrey Epstein, líder de rede de tráfico sexual de menores
O empresário e financista americano Jeffrey Epstein voltou ao debate nos Estados Unidos por conta do desfecho da investigação que o acusa de ser responsável por uma vasta rede de tráfico sexual de menores no país. O Departamento de Justiça dos EUA revelou nos últimos dias que ele, que foi acusado de tráfico sexual, não deixou uma “lista de clientes”.
No entanto, a fala contraria diversos apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter sido essa uma promessa em sua campanha. Enquanto era candidato, o atual líder americano se comprometeu a divulgar mais informações sobre o caso Jeffrey Epstein. No entanto, Trump mudou a retórica e agora defende somente que informações “críveis” devem ser divulgadas pelas autoridades.
Em fevereiro, a procuradora-geral Pam Bondi sugeriu em que a lista com o nome de supostos participantes estava em sua mesa, embora tenha dito posteriormente que estava se referindo ao arquivo geral do caso. Ela também disse que as autoridades examinavam um “caminhão de provas” anteriormente retidas pela investigação.
Porém, o Departamento de Justiça concluiu que a divulgação pública não seria apropriada. Grande parte do material foi colocada sob sigilo por decisão judicial. Questionada por repórteres se estava preparada para divulgar os arquivos críveis, Bondi afirmou que o relatório divulgado fala por si só e que falaria novamente com a imprensa no caso de atualizações”.

As ligações de Epstein vão além dos Estados Unidos. Além de se aproximar de nomes importantes da política americana, como o ex-presidente Bill Clinton e Donald Trump, ele também era próximo do príncipe Andrew do Reino Unido, além de empresários e celebridades globais.
Epstein foi acusado de construir uma rede criminosa, acusado de abusar e explorar sexualmente dezenas de meninas menores de idade no início dos anos 2000. O empresário foi preso pelos crimes em 2019, mas tirou a própria vida dentro da prisão um mês após ser detido.
Lideranças do cenário político americano passaram a questionar Trump por conta da mudança de postura. Figuras como o comentarista Tucker Carlson, a ativista de direita Laura Loomer e o ex-conselheiro de Trump Steve Bannon afirmam que a forma como o governo está lidando beira a falta de transparência.
Fiéis apoiadores do movimento de Trump, o Make America Great Again (Maga) [“Faça a América Grande de Novo”, em inglês], chegaram a apontar alegações de que Epstein foi assassinado e que atores do “estado profundo” do governo estão escondendo listas de seus clientes, vídeos de crimes sendo cometidos e outras evidências. O próprio Trump sugeriu que houve um encobrimento.
Fonte: Bnews
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