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PM era ‘sugar daddy’ de preso por matar aluna trans da Unesp, diz polícia.

O policial ambiental da reserva Roberto Carlos de Oliveira, preso por suspeita de participação no assassinato de Carmen de Oliveira Alves, era “sugar daddy” de Marcos Yuri Amorim, namorado da vítima e principal suspeito de executar o crime.

O que aconteceu.
Marcos Yuri namorava com Carmen, mas ao mesmo tempo se relacionava com Roberto Carlos, que sustentava o estilo de vida do suspeito. “A relação de sugar daddy [quando o mais velho da relação banca o mais novo] encaixa como uma luva. O Roberto tem poder econômico e o Yuri não tem. Ele [Yuri] trabalhava como entregador e fazia bicos”, afirmou o delegado do caso, Miguel Rocha.

Roberto Carlos tem poder aquisitivo, segundo o delegado. O policial ambiental tem uma “boa aposentadoria” como segundo tenente, além de ter recebido recentemente uma herança de família de valor não informado.

Yuri havia se inscrito para prestar concurso público para oficial da PM do estado. De acordo com o delegado, essa é mais uma evidência da relação que os dois mantinham, porque Roberto teria incentivado Yuri a realizar a prova.

Militar é apontado como “comparsa” de Yuri no crime contra Carmen. A Polícia Civil de São Paulo não informou há quanto tempo os dois estavam juntos, mas afirma que eles assassinaram a estudante e depois ocultaram o corpo que, até o momento, não foi encontrado.

Roberto Carlos é policial ambiental da reserva e atuava em Ilha Solteira. Ao UOL, o advogado do militar afirmou que ele é inocente e “não cometeu os crimes dos quais é acusado”. A defesa não comentou o suposto envolvimento amoroso dele com Yuri.

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Aproveitador’
Marcos Yuri e Carmen se conheciam desde criança, segundo o irmão da vítima, Lucas Oliveira Assis. Ao UOL, ele descreveu o suspeito como um “aproveitador”. “Na faculdade ela fazia os trabalhos pra ele, ela cozinhava e chamava ele pra dormir em casa, pra comer, pra sair, enfim, ela meio que carregava ele nas costas, só queria saber de coisas pro seu próprio benefício”.

Família de Yuri era contra o namoro por Carmen ser uma mulher transexual, diz Lucas. “Era uma coisa muito discreta, os amigos nunca conviveram com Carmen e o Yuri no mesmo lugar […] Era algo muito assim, só os dois. Era tudo muito escondido para a família [dele] não descobrir”.

Relatos de Lucas vão ao encontro da investigação policial. Segundo a polícia, o crime foi motivado pela pressão de Carmen para Marcos assumir o namoro. Por não querer tornar o relacionamento público, o suspeito teria assassinado a namorada em 12 de junho, exatamente no Dia dos Namorados.

Fonte: Uol

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