MC Poze do Rodo vira réu em processo acusado de tortura e extorsão de ex-empresário
Uma denúncia feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Marlon Brendon Coelho, conhecido pelo nome artístico MC Poze do Rodo, foi aceita pela Justiça. Porém, o pedido de prisão preventiva foi negado.
Segundo decisão da 11ª Vara Criminal da Comarca da Capital, há indícios de materialidade e da autoria no caso. Os réus, segundo a Justiça, devem ser citado em até 10 dias. Poze e outras seis pessoas agora são rés por tortura. Outros três vão responder por falso testemunho.
De acordo com a Polícia Civil, as agressões foram cometidas contra o ex-empresário do MC, Renato Medeiros, em 2023. Segundo a denúncia, Poze e seus amigos atuaram de maneira coordenada para agredir e obrigar Renato a confessar que teria roubado uma joia de Poze, fato que nunca ficou comprovado.
Documentos da investigação demonstraram que Renato, após o episódio, tinha fraturas, queimaduras e lesões extensas.
“A acusação foi apresentada com base em elementos concretos colhidos ao longo da investigação, os quais apontam de forma consistente para a materialidade do crime e os indícios de autoria. O pedido de prisão, por sua vez, visa garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, diante da gravidade dos fatos imputados ao acusado”, afirmou o advogado Rodrigo Castanheira, que representa Renato.
Foram denunciados pelo MP por tortura e extorsão mediante sequestro:
Marlon Brendon Coelho Couto da Silva
Fábio Gean Ferreira da Silva
Leonardo da Silva de Melo
Matheus Ferreira de Castilhos
Maurício dos Santos da Silva
Rafael Souza de Andrade
Richard Matheus da Silva Sophia
Foram denunciados por falso testemunho:
Rodrigo da Silva
Eric José Fernandes da Silva
Ronnie de Souza
Em nota, o advogado Fernando Henrique Cardoso, que defende MC Poze, afirmou que o pedido de prisão não tem fundamento. Segundo ele, o artista vem cumprindo todas as medidas cautelares impostas pela Justiça.
“Desde o início dessa investigação, tanto o Ministério Público como o Poder Judiciário entenderam ser desnecessária qualquer decretação de prisão. Aplicaram, desde então, medidas cautelares que vem sendo respeitadas e seguidas perfeitamente, nos últimos 30 meses, sem qualquer descumprimento.
O pedido, feito pela delegacia e por outro promotor, frise-se, 30 meses depois de fiel cumprimento das cautelares, não tem fundamentos concretos tampouco contemporâneos.
Marlon segue respeitando toda e qualquer decisão do Poder Judiciário e, no processo, provará sua inocência”, dizia a nota assinada por Fernando Henrique Cardoso.
Fonte: bnews.com.br
Share this content:




Publicar comentário