Léo Kret é exonerada de cargo na Prefeitura de Salvador após investigação por desvios de recursos
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou na manhã desta terça-feira (26), a “Operação Sponsor”, que investiga crimes de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos que deveriam ser entregues a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.
Segundo o MP-BA, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e endereços ligados a cinco pessoas, entre elas servidores da Prefeitura de Salvador.
A TV Bahia apurou que entre os alvos da operação está a ex-vereadora e a diretora-geral da Secretaria Municipal de Reparação (Semur), Léo Kret (PDT). Ela foi afastada da função. Não houve prisões.
Por meio de um vídeo publicado em uma rede social, Léo Kret relatou que acionou os advogados e que deve se posicionar em breve.
“Meu nome apenas foi mencionado em uma investigação com um contrato que eu nem assino. Todo mundo sabe, a Bahia toda sabe do meu caráter, da minha índole, sabe do meu trabalho com a população”, pontuou.
Léo Kret ficou conhecida como a “dançarina do povo” após atuar no grupo de pagode baiano Saiddy Bamba. Ela foi a primeira vereadora transexual do Legislativo soteropolitano, quando conseguiu 12.860 votos em outubro de 2008.
Na época, o nome de batismo dela era utilizado apenas nos documentos oficiais de identificação. Em 18 de novembro de 2009, ganhou na Justiça o direito de usar o nome Léo Kret do Brasil, conforme sentença do juiz Nelson Cordeiro, da Vara de Registro Civil. Mesmo com a determinação judicial, apenas em 2018 o nome dela foi substituído pela Justiça Eleitoral.
Nas eleições de 2012, ela concorreu à reeleição para o cargo de vereadora, obteve 7.495 votos e não conseguiu reeleger-se por coeficiente eleitoral.
Fonte: G1
Share this content:




Publicar comentário