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Por que presos no Irã estão costurando os lábios e fazendo greve de fome

Foto: Reprodução / Redes sociais

Cerca de 1500 presidiários iniciaram uma greve de fome em protesto contra a pena de morte no Irã. Alguns decidiram costurar os próprios lábios como forma extrema de chamar a atenção de organizações internacionais e do governo iraniano.
 

Os detentos estão no corredor da morte da prisão de Ghezel Hesar, a maior do país. O protesto começou há cerca de duas semanas, após a transferência de seis presos para celas de isolamento, procedimento que normalmente antecede a execução no Irã.
 

O caso tem chamado a atenção de organizações de direitos humanos, como a Iran Human Rights (IHRNGO). Segundo a entidade, a maioria das execuções envolve pessoas condenadas por tráfico de drogas, mas também há casos de indivíduos acusados de crimes ligados aos protestos contra o governo.
 

A organização conseguiu contato com alguns dos detentos. Eles afirmam que muitas das condenações atingem pessoas em situação de extrema pobreza, recrutadas para transportar drogas, e que não tiveram acesso a julgamentos justos.

Em uma mensagem divulgada pelo The Guardian, um dos presos resumiu o sentimento de desespero. “Cometemos erros apenas para conseguir o básico para viver e nos arrependemos profundamente. Em que outro lugar uma pessoa perde a vida por um primeiro erro?”
 

Além da greve de fome, alguns presos decidiram costurar os próprios lábios. O gesto simboliza a disposição de suportar dor física extrema para chamar a atenção da comunidade internacional para o aumento das execuções no país. Em vídeos e imagens divulgados nas redes sociais, os detentos também aparecem segurando cartazes com a frase “No to Executions” (Não às execuções) e gritando “Be our voice” (Sejam nossa voz).
 

O movimento não é novo. Faz parte da campanha “No Execution Tuesdays” (Terças-feiras Sem Execuções), iniciada por presos iranianos em 2024.
 

Fonte: Bahia Notícias

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