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Bolsa aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 após vitória de Lula

A Bolsa brasileira acionou o circuit breaker nesta segunda-feira (26), após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). É a primeira vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, durante a pandemia de coronavírus.

O circuit breaker é um mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na Bolsa em momentos de forte queda do mercado. Durante a suspensão, ficam interrompidas as negociações de ativos, derivativos e títulos de renda fixa privada.

O mecanismo é ativado quando a queda do Ibovespa atinge determinados patamares. Se o índice cair 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as operações são suspensas por 30 minutos. Após a reabertura, se o recuo chegar a 15%, a interrupção dura uma hora. Caso a queda atinja 20%, a B3 pode suspender novamente as negociações por um período que a própria Bolsa definirá.

A queda expressiva desta segunda-feira reverte os ganhos registrados após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou a votação na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula, então presidente.

No pregão seguinte à primeira rodada da eleição, a Bolsa subiu 7,70%, aos 206.911 pontos, em recorde em termos nominais e reais. O dólar, por sua vez, caiu 4,11%, a R$ 5,001, no maior recuo de fechamento desde 2018, quando a moeda havia perdido 5,50% em uma única sessão.

No acumulado desde a confirmação das candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro à Presidência, em agosto, a Bolsa brasileira registrava alta de 15,3%.

O desempenho positivo dos ativos após o primeiro turno refletia a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro e de um ajuste fiscal mais rigoroso sob seu governo. Para os investidores, a continuidade de Lula na Presidência aumenta o temor de que não haja medidas suficientes para ajustar as contas públicas.

Fonte: Bahia Notcias

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